E agora qual método utilizar?
¿Porque estudar métodos
diferentes de análise de riscos?
Por Geraldo Rocha
Recentemente, conversando com alunos na sala de aula fui questionado
sobre o porque de estudar métodos diferentes de análise de riscos, já
que nós profissionais de Segurança temos como dogma e em alguns casos
veneração pelo famoso MOSLER.
Ficou claro que, em muitos casos , nos é que não temos o hábito de
procurar soluções diferentes ou até mesmo pesquisar novas maneiras de
fazer a mesma coisa, no nosso caso a análise de riscos, que para nossa
atividade é extremamente importante.
As técnicas de avaliação de riscos estão divididas em dois grupos
distintos, com características peculiares em cada um deles, agrupados de
acordo com o tipo e formato dos dados disponíveis.
O sucesso na realização da análise e avaliação dos riscos é resultado de
um amplo e detalhado mapeamento das ameaças e riscos, e da compreensão
das conseqüências resultantes da sua concretização . Desta forma fica
claro a necessidade de se realizar o estudo dos riscos, através de
técnicas apropriadas.
A realização de um estudo inicial, que permita a coleta e identificação
das ameaças, que se apresentam , usualmente fornece subsídios, que
indicam qual técnica de análise de riscos deve ser utilizada, e quais
cuidados devem ser tomados na utilização da técnica , levando em conta
suas vantagens e desvantagens. Deve ficar claro, ao profissional
encarregado de realizar a análise que, muitas das vezes técnicas
similares não fornecem necessariamente os mesmos resultados.
As técnicas estão divididas em dois grandes grupos:
O primeiro grupo, utiliza técnicas subjetivas, são os métodos
Qualitativos ( Mosler, RAM, Listas de Verificação, APP, Matriz SWOT,
CARVER e etc), o segundo grupo utiliza técnicas objetivas, são os
métodos Quantitativos ( Monte Carlo, FMEA, MORT e etc).
Em alguns casos pode ser necessário a utilização de métodos, que
utilizem ambas as técnicas, o que pode resultar em resultados mais
consistentes, principalmente para a gerencia de riscos, poder planejar e
gerenciar os investimentos necessários.
As técnicas Qualitativas são comparativamente mais baratas e de simples
aplicação, embora não sejam apropriadas para fornecerem estimativas
numéricas, e não realizarem o tratamento de dados estatísticos e dados
históricos, que possam vir a ser utilizados, e portanto ranquear os
riscos identificados . São técnicas que se ajustam muito bem, quando não
temos conhecimento profundo do objeto da análise, nossa incerteza é
muito grande, dependendo em grande parte da opinião, conhecimento e
experiência do profissional ou grupo de profissionais que estiverem
realizando o trabalho de análise dos riscos. São técnicas amplamente
aceitas e utilizadas por profissionais da área de Segurança.
As técnicas Quantitativas são mais caras e complexas , mais oferecem
como atrativo o fato de suprirem as deficiências dos métodos
Qualitativos.
Encontram grande aplicação, e produzem ótimos resultados, aonde a
segurança ou “safety” e a criticidade são requisitos necessários.
São exemplos de aplicações dos métodos Quantitativos, a análise de
riscos catastróficos, utilizando as técnicas de Árvore de Falhas ou
Árvore de Eventos.
Os resultados também podem ser utilizados em análises de custo
beneficio, gerenciamento de riscos, estudos de impacto ambiental entre
outros. Como outro exemplo de utilização dos métodos Quantitativos,
podemos citar a utilização do Método de Monte Carlo, para realizar
análises nas áreas de engenharia e finanças, fornecendo resultados
confiáveis.
Os métodos FORM (First Order Reability Method), são os métodos
Quantitativos mais apropriados para análises mais complexas, tendo como
vantagem sobre os outros métodos a habilidade, de não somente lidar com
as dos dados estatísticos , mais também permitir que o usuário tire
proveito destas incertezas, transformando-as em vantagens, pois , vários
resultados obtidos nas análises , fornecem informações sobre as
vulnerabilidades , como função destas incertezas nos dados.
Atualmente já são admitidas técnicas mistas, que utilizam
características de ambos os grupos, tornando as análises mais simples e
ao mesmo tempo mais precisas, pois diminuem as incertezas associadas à
análise, como exemplo podemos citar o método da Arvore de Falhas. Estes
métodos mistos fornecem estimativas numéricas, e um ranqueamento dos
riscos identificados, mas são métodos que não fornecem resultados
detalhados da segurança de sistemas , falhas de causa comum e
redundâncias.
Devemos ainda lembrar de métodos aceitos, e
universalmente utilizados para o cálculo de riscos de incêndio (Gretener
e Probit), riscos na área de TI e ambientes hospitalares ( este prometo
apresentar em breve)
Em resumo, a questão “¿Qual método utilizar?” deve ser respondida com
uma resposta positiva, e saudável, na medida em que existem varias
opções, e o perfil do novo profissional de segurança, exige que ele
tenha conhecimentos interdisciplinares, e saiba utilizar as técnicas de
análise e avaliação de riscos adequadamente, obtendo respostas tangíveis
para determinar, se podemos, ou não, tolerar e conviver com o risco.
Este material nos fue enviado por
nuestro Colega brasileño Geraldo Da Silva Rocha
Netto, CPP
(
grocha_CPP@hotmail.com
). Obrigado Geraldo!
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